Nosso
Brasil conta com grandes e importantes museus, que podem e devem ser mais
divulgados para a população e nossos visitantes. Mas o que me chama mais
atenção não é a qualidade das exposições ou obras, mas sim, a visão limitada
que alguns dirigentes têm com relação a fotografar. “É proibido tirar fotos das
obras de arte”. Essa frase nada hospitaleira está presente em placas e nos
sussurros de seguranças. Porém, em um mundo moderno do compartilhamento, essa
atitude, que é pauta de diversos debates pelos profissionais e acadêmicos das
artes, precisa ser revista.
O museu é sempre um dos principais atrativos de um destino, seja pela sua carga histórica, com obras e objetos que só se viam em livros de histórias, seja pela ausência da barreira da língua, principalmente quando se trata de quadros e esculturas.
Em todos os lugares que viajo, faço questão de conhecer o museu local. Questionando alguns profissionais dos museus brasileiros sobre esse limitação, as respostas que obtive foram diversas: “tirando fotografias, as pessoas não apreciam de verdade a mensagem proposta”; “o público que para parar fotografar atrapalha a passagem”; ou, pasmem, ao levantar a possibilidade de maior divulgação do local e das obras por meio desses registros: “não precisamos crescer”.


