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quarta-feira, 25 de julho de 2018

QUEM NÃO FAZ POLÍTICA NÃO DECIDE. QUEM DECIDE, FAZ POLÍTICA

Se você faz parte de qualquer C&VB ou Associação ou Cooperativa de Turismo, não há mais espaço para o  “não quero envolver minha entidade na política da minha Cidade“. Se você pensa assim, já passou da hora de mudar de atitute…Aliás, é justamente dela que está lhe faltando…e muito!!!

Para que você entenda…
Política de Turismo é a definição dos modus operanti acerca do processo decisório dos rumos do que irá acontecer com o Turismo do seu município. Como por exemplo, sobre a Gestão das Ações e Projetos da Secretária de Turismo, as estratégias de Mercado Turístico, competitividade da sua Cidade, calendário de eventos…etc…

quarta-feira, 20 de junho de 2018

PREPARAÇÃO PARA RECEBER TURISTAS

Para recepcionar turistas, uma série de fatores devem ser considerados. Quando a cidade tem porte para atrativos, como aeroporto, por exemplo, as atividades para quem desembarca, especialmente no mês de junho, com as festividades juninas, que tal uma recepção mostrando um pouco do que a cidade tem para oferecer? Isso se chama encantamento e o turista vai querer chegar nestas festividades. 

Mas, se a cidade é de praia? Do mesmo modo, uma recepção com roupas bem estampadas e muitos folhetos para que as nossas praias sejam visitadas, isso se chama encantamento também. Quem chega não vai adivinhar que temos 10 praias de rios maravilhosas. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CONHECENDO AS BASES DO TURISMO MUNICIPAL

Centro de Informações Turísticas de São Vicente - SP
Muitos gestores possuem características pessoais de como administrar as suas cidades, na questão do turismo a coisa é bem diferente, não conseguem compreender  como funciona essa Política Municipal e o Sistema Municipal de Turismo, desconhecimentos que comprometem algum tipo de compromisso e fica difícil ver as ações na prática deste instrumento de desenvolvimento econômico.

Este artigo tem a pretensão de mostrar um pouco sobre questões básicas. Pretende oferecer algum tipo de ação no sentido de dar um vislumbre, um norte para que as coisas se encaminhem para um bom funcionamento de um Conselho Municipal, Secretaria e Fundo Municipal de Turismo. O Ministério do Turismo como instância superior trabalha através da Lei Geral n. 11.771/2008, onde consta o Plano Nacional e, sobre o suporte financeiro às atividades turísticas.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

O QUE FAZ UM SECRETÁRIO DE TURISMO?



MATÉRIA INTEGRAL DO SITE DO JORNALISTA JOSÉ LUIZ PRÉVIDI, COM FOTOS ENVIADAS POR GILBERTO SIMONT

Há muitas décadas que os prefeitos de Porto Alegre não dão bola para o Turismo. Com raríssimas exceções, jamais ligaram para aqueles que sonham em conhecer a capital do RS. No mundo inteiro os administradores de cidades fazem de tudo para chamar visitantes; aqui, não.
Precisávamos ser sede da Copa do Mundo para que a cidade despertasse para o Turismo. E concluisse que precisa ser feito muito em pouco tempo para torná-la mais agradável. Descobiram os tais administradores, por exemplo, que apenas um rio sujo não é atrativo. Que avenidas, praças e parques têm que ser bem cuidados. Descobriram também que os pequenos detalhes são importantíssimos.

domingo, 11 de fevereiro de 2018

ONDE AMARRAR O BODE DO TURISMO COMO SECRETARIA PARA 2017?

É melhor o Turismo estar com a Cultura, Lazer ou com o Esporte? Com Desenvolvimento Econômico ou ficar só? Que dilema, hein!!! Entenda prós e contras, e saiba como turbinar o Turismo da sua Cidade na próxima Prefeitura.

Acima de tudo, a conta não é com quem o Turismo irá ficar dentro da estrutura da Prefeitura, mas sim com quanto irá ficar! A questão-chave é o $$$ disponível à realização de ações que venham a melhorar o Turismo da sua Cidade.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

NUMA CIDADE QUE ESCANTEOU O TURISMO, ESCREVER E CHEGAR A 200 MIL ACESSOS É UM GRANDE FEITO

O blog Marabá Turismo foi criado em 30 de agosto de 2015, hoje, após uns 27 meses de postagens alcança o número expressivo de 200 mil acessos. O blog tinha o objetivo de instigar o poder público e o setor privado para o enorme potencial de Marabá. Naquela altura a primeira postagem mostrava um elemento de força do município, de se posicionar na categoria B, do Mapa Brasileiro do Turismo, embora, na ocasião o setor estivesse totalmente desativado, sem um gestor na Secretaria de Turismo, sem o funcionamento do Conselho Municipal de Turismo, sem Inventário Turístico, ou seja, uma potencialidade escanteada. 

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

TRADE DESUNIDO, RENTABILIDADE ZERO

Rodoviária de Marabá
Por Arnilson de Assis. O turismo é uma máquina capaz de gerar muitos empregos e negócios também, principalmente quando os empresários estão unidos, não se trata de concorrência, mas, de criar um mercado para atração de pessoas. Cada apartamento de hotel ocupado precisa de no mínimo um empregado, esse apartamento ocupado também significa um mesa de restaurante ocupada, nem que seja para apenas uma refeição, implica em mais atividades, como no táxi ocupado e outros serviços.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

A SELFIE DA MONA LISA

Nosso Brasil conta com grandes e importantes museus, que podem e devem ser mais divulgados para a população e nossos visitantes. Mas o que me chama mais atenção não é a qualidade das exposições ou obras, mas sim, a visão limitada que alguns dirigentes têm com relação a fotografar. “É proibido tirar fotos das obras de arte”. Essa frase nada hospitaleira está presente em placas e nos sussurros de seguranças. Porém, em um mundo moderno do compartilhamento, essa atitude, que é pauta de diversos debates pelos profissionais e acadêmicos das artes, precisa ser revista.

O museu é sempre um dos principais atrativos de um destino, seja pela sua carga histórica, com obras e objetos que só se viam em livros de histórias, seja pela ausência da barreira da língua, principalmente quando se trata de quadros e esculturas.

Em todos os lugares que viajo, faço questão de conhecer o museu local. Questionando alguns profissionais dos museus brasileiros sobre esse limitação, as respostas que obtive foram diversas: “tirando fotografias, as pessoas não apreciam de verdade a mensagem proposta”; “o público que para parar fotografar atrapalha a passagem”; ou, pasmem, ao levantar a possibilidade de maior divulgação do local e das obras por meio desses registros: “não precisamos crescer”.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

POR QUE (QUASE) NINGUÉM VIAJA PARA O BRASIL?

Estamos na casa dos 5 milhões de turistas internacionais desde 1998 (Divulgação/Exame/Divulgação)
Enquanto o turismo cresce no mundo, o Brasil inteiro recebe menos visitantes que Miami. Onde estamos errando? Se você já passou o fim do ano em Búzios, Floripa ou Morro de São Paulo, provavelmente reclamou da multidão de argentinos e uruguaios invadindo nossa praia. Parece que tem gringo demais tirando férias por aqui, certo? Errado.

mundo está viajando cada vez mais, é verdade. De acordo com o relatório do World Travel & Tourism Council (WTTC) de 2016, o turismo cresce há cinco anos consecutivos mais do que a economia global, principalmente nos países em desenvolvimento.

sábado, 30 de setembro de 2017

OPINIÃO: POR QUE TURISTAS DEVEM PAGAR MAIS DO QUE LOCAIS

Homem posa para foto na Praça de São Marcos, Veneza (Manuel Silvestri/Reuters)


Artigo de Sally Everett, vice-reitora da Escola de Negócios da Anglia Ruskin University

Foi reportado recentemente que nos cafés de Bruges, na Bélgica, a batata frita é 10% mais cara para os turistas do que para os locais. Isso é explicado como um “desconto para o consumidor leal”, mas coloca os turistas automaticamente na faixa de preço mais alta.

Isso me lembrou de uma conversa que eu ouvi entre dois turistas na Sicília. Eles sentiam que eram considerados “carteiras ambulantes” pelos donos de negócios locais, um sentimento que eu frequentemente ouvi ser evocado por turistas ao caminharem por ruas estrangeiras.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

ORLANDO AGRADECE PELOS 68 MILHÕES DE VISITANTES

Em 2016, a cidade de Orlando recebeu 68 milhões de visitantes. Em reconhecimento a tantos anos de parceria e apoio, o Visit Orlando lançou uma campanha global onde profissionais do setor se reuniram para escrever 3.144 cartões de agradecimento para a campanha #OrlandosBIGThankYou, que está sendo executada ao longo do ano, por meio do envio de cartões, postagens nas redes sociais do órgão, ações de marketing e programas voltados aos profissionais a área e sites de turismo.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

O hoje é um presente. Chega de só amanhãs

Quando se espera por uma promessa há um certo conformismo, quando acreditamos na capacidade alheia também cruzamos os braços, quando acreditamos nas nossas capacidades começamos a andar. Vários fatores nos levam a crer que o futuro se constrói no dia-a-dia, no presente e se chega no futuro com geração de riquezas e empregos. Diz-se que não temos capacidade de produção agrícola, nem perspectivas para a piscicultura e outras justificativas. Talvez não solucionemos os problemas do planeta, do pais, do estado ou do município, coisa que a gente sempre pensa, uma solução para muitos problemas. Na verdade, uma solução resolve um problema, assim como uma chave deve abrir apenas um cadeado.

Uma solução “Salvadora da Pátria”, foi a nossa expectativa em relação ao Projeto Alpa, que acabaria com os problemas de desemprego foi nos vendida em embalagens brilhantes. Foi mais uma artimanha de políticos para se capitalizarem eleitoralmente. Ficamos com o ônus do grandioso problema, nos tornamos em 2009 a segunda cidade mais violenta do Brasil E a novela volta com força total com o projeto do governo do Pará, da Ferrovia Paraense de 1.316 quilômetros de extensão, passando por 23 municípios de norte a sul do Pará, conectando Barcarena a Santana do Araguaia com previsão de gerar, isso não podem deixar de informar, é o famoso cala a boca do povo, gerar 38 mil empregos diretos e indiretos durante a execução da obra , avaliada em R$ 14 bilhões. E com outros projetos de grandes envergaduras.

É esse o nosso amanhã? Vai vir em 2020? As promessas acirram as expectativas e em breve a cidade se encherá de aventureiros e muita mão de obra importada e outras tantas sem qualificação. Foi assim com a Alpa, vieram muitas pessoas que não encontraram os empregos prometidos, estão por aqui e outras foram embora. Era tanta gente que na cidade havia 27 invasões urbanas. Foi um desassossego sem precedentes sem que a cidade tenha melhorado suas condições de atendimento para eles, nenhuma escola, posto de saúde, creches e etc.

O amanhã será amanhã, ali depois de não sei quando. O hoje é um presente sem futuro para nossa gente, pois, nada foi construído no ontem e hoje não temos o presente fruto do trabalho, todos precisando de um emprego que foi parar na China, Japão, para onde mandamos nossas matérias primas. Queremos mais uma ferrovia e nos esquecemos que ela gera empregos apenas na fase de construção, depois, quatro ou cinco centenas de pessoas ficarão empregadas. É isso que não dizem os políticos profissionais que miram os anos eleitorais para trazer projetos fabulosos.

Chega de amanhãs sem pés no chão

As palavras de políticos, por regra geral, são confiáveis e caem em seguida em descrédito. Foi assim para acalmar os desconfiados da Copa do Mundo. O jogador Ronaldo Nazário afirmou sobre os gastos públicos feitos para a competição, que são um dos principais motivos dos protestos ocorridos no Brasil. Para o ex-jogador, a organização do evento não tem pecado. ''O Povo tem de se sentir orgulhoso de pagar imposto e ver que vão ser feitas coisas importantes. Coisas que ficarão para a gente. Teremos estádios, ferrovias, estradas... Tudo ficará para o povo'', disse.

O amanhã que se previu foi uma grande tapeação, continuamos mais pobres e sem legado, ocorreram problemas na gestão desses recursos públicos por parte de políticos, muitos pecados. Ontem tínhamos a previsão de dias melhores, hoje sabemos que o bônus ficou nos discursos.

Como diz a letra da música, a gente quer dinheiro e felicidade, a gente quer inteiro e não pela metade, diversão e arte, balé, desejo, necessidade, vontade. Tudo isto é possível com a geração de riquezas, tudo isso são produtos e serviços que possuem valores para serem adquiridos, as riquezas são frutos de trabalho, do povo com empregos e bons salários.
O ontem já se foi, hoje é um presente, o amanhã ainda virá com desejos e necessidades e empregos para toda parte. Que se semeiem hoje o futuro que virá.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Turismo interno e turismo externo


Há muito tempo, quase duas décadas atrás, convivíamos com outra realidade. Dos grandes shows e feiras, Marabá tomava a liderança na região por promover e conseguir encher a cidade de visitantes e isso a tornou referência regional e nacional. Os shows e as feiras respondiam com a promoção de negócios, pessoas vinham comprar máquinas e produtos do comércio local e para ver as atrações nacionais. Sem contar que a Praia do Tucunaré também estava nesse circuito e fez o seu nome. Se tudo era melhor, se era mais fácil eu não sei, mas como era interessante para os turistas internos e externos. Mesmo as pessoas locais se encantavam e não perdiam esse momento prazeroso, era muita gente a circular e a consumir, se hospedavam, usavam os meios de transporte e tudo se transformou num grande movimento turístico.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

No turismo não basta ter potencialidades


Passamos de um centenário de existência e ainda não conseguimos consolidar o turismo de Marabá e região. Ainda vivemos épocas de estaca zero, a espera de um começo. Faltam estímulos para que sejam transformados nossos potenciais em produtos turísticos. O Criador do universo nos presenteou com imensos recursos naturais para uso de todos e para a atração de seus consumidores. Esta atividade composta por cerca de 52 segmentos é um bem intangível, difícil avaliar como um todo a riqueza natural e cultural de uma cidade e o que pode ser tabulado com retorno do investimento. Para que ocorram resultados é preciso que se invista nos pontos e rotas turísticas, na realização e divulgação de eventos como forma de valorizar quem nos visita diariamente.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Turismo com chatice

Crédito: D&D Mundo Afora
O turismo de massa cria ocupações e gera renda. As aglomerações fazem surgir uma multidão de prestadores de serviços, muitos até informais. Eles são muito competitivos. Os vendedores cobram praticamente o mesmo preço, caríssimo e, não importa se você diz não. A chatice é uma impressão negativa que os turistas levam, por mais que tudo tenha corrido bem legal, não esquecem dessa chateação. Acontecem com frequência nas entradas das cidades badaladas e de praias, principalmente quando os veículos comuns não são adequados para vencer as dunas, apenas os veículos com tração nas quatro rodas, os famosos buggyes (buggy no singular). Como num corredor polonês, o sujeito passa por vinte bugueiros e todos insistem em oferecer, um por um: Buggy? Buggy? Buggy?

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

A importância de uma Arena Cultural Multiuso

Apesar da construção do Centro de Convenções de Marabá e o seu funcionamento num curto prazo, como é esperado pela classe empresarial e política, a sua atuação não cobrirá toda a necessidade da cidade, até os dias atuais a falta de um local coloca empresários e promotores de eventos numa situação crítica, quando se trata de eventos para grandes multidões. No ano passado, a título de exemplo, um promotor de eventos utilizou o estacionamento do aeroporto, contratou a peso de ouro toda a estrutura de palco, camarotes, iluminação, sonorização, banheiros químicos e a atração de renome nacional, tudo, foi um investimento elevadíssimo.

domingo, 30 de julho de 2017

O vento que bate na vitrine do turismo brasileiro

Foto: Agência Pará - Cláudio Santos
Boas novas chegaram em fevereiro deste ano, com o anúncio que o Ministério do Turismo destinaria R$ 20 milhões para divulgar a Amazônia, torná-la Vitrine do Turismo do Brasil em 2017, para tanto, foi autorizada a criação de um grupo de trabalho com as secretarias de comunicação e de turismo dos estados amazônicos. A boa ideia de se fazer uma ampla campanha de divulgação nacional e internacional para potencializar o potencial turístico da região foi anunciada pelo ministro Marx Beltrão.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

RJ Blogueiras de viagens visitam Macaé

As redes sociais são, cada vez mais, uma das principais formas dos turistas buscarem os próximos destinos para conhecerem. Sabendo da importância dessa ferramenta, a secretaria de Turismo de Macaé, cidade localizada na região turística Costa do Sol, convidou um grupo de blogueiras de viagens com perfil no Instagram para visitar a cidade e conhecer o potencial de turismo de lazer que o município oferece.

As cinco influenciadoras digitais estão visitando os pontos turísticos da cidade como o Parque Municipal do Atalaia, Parque Nacional de Jurubatiba e a Ilha do Francês. Nilo Sergio Felix, secretário de estado de Turismo, elogiou a ação de Macaé e destacou que, de acordo com o Instagram, 60% das pessoas dizem ter conhecido um produto ou serviço através de um perfil.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

O Turismo na Turquia não foi construído com pouca coisa

Ruas charmosas do balneário de Bodrum

Algum lugar no mundo pode estar considerando o seu potencial turístico, se achar injustiçado por ter eventos e o desenvolvimento não acontece. Estes, consideram injustos que outros tantos lugares com menos conseguem chegar nas alturas com a atração de turistas. Até acham que o problema é gerado por atos de corrupção no governo central. Isto pode parecer com algum lugar conhecido. Mas, vamos ver como começar fraquinho, quase do zero e chegar a números expressivos. Vamos abordar uma nação que, aparentemente não é muito falada quanto ao turismo. Porém, o Brasil conseguiu promover uma novela nesta nação considerada meio européia e meio asiática.

terça-feira, 25 de julho de 2017

A cultura e o turismo precisam marcar um almoço de domingo

Difícil desassociar uma atividade da outra, sendo que uma prima pela promoção e a outra pela divulgação. São atividades irmãs, muito próximas, como se fosse uma a tampa e a outra a panela. Vivenciar o turismo sem estes instrumentos afiados fica complicado, pode até ocorrer, mas enfraquecido de forças e sem visibilidade. Daí, em muitos municípios estarem associadas em uma só secretaria, embora possuam ministérios e orçamentos próprios, elas costumam ser parceiras de uma caminhada de realização e difusão da cultura e do lazer.

A cultura e o turismo são forças do setor produtivo capazes de transformarem positivamente uma cidade, um estado, um país. Exemplo bem claro de uma profunda transformação de um município é Pirenópolis, no Goiás. Um Estado com força turística invejável é o Ceará e um país, só para variar, a Turquia que até 1980 tinha um turismo incipiente e passou a sexto maior destino mundial, com estes elementos profundamente enraizados na força econômica. São exemplos que trazem no seu bojo o desejo forte de avançar e engrandecer os números do seu produto interno bruto, de projetar cenários e metas cada vez mais promissores.

Consciente que a cultura promove eventos de suma importância, também integradas a outras políticas no eixo do desenvolvimento humano, (sem contar o socioeconômico) incluindo-se a educação, o turismo, o esporte e lazer, através das secretarias de Educação, Cultura, Turismo, de Esporte e Lazer e da Fundação Casa da Cultura, dentre esses atores, não se pode furtar a participação de nenhum deles e de seus instrumentos culturais de valorização de sua história, do seu passado e de sua gente. Não podemos esquecer-nos do calendário cultural oficial e do trabalho promovidos nos bairros.

Neste contexto, todas as leis, projetos e planos precisam sair do papel para a execução. A gestão pública possui dotação orçamentária para cada um destes órgãos e numa ação integrada daria para se promover todos os eventos oficiais e da comunidade cultural local. Apenas a Secretaria de Cultura, através da Lei Orgânica Anual 2017, possui para gastos anuais R$ 3,2 milhões. A Secretaria de Esporte e Lazer R$ 4,01 milhões, a Secretaria de Turismo R$ 1,7 milhão e a Fundação Casa da Cultura R$ 5,3 milhões, ao todo muitos milhões para ações conjuntas. O papel da construção é de todas elas e da iniciativa privada.


A Secretaria de Cultura e sua missão estratégica
A cultura tem a missão de preservar e fomentar o patrimônio artístico, histórico e cultural do município, promovendo parcerias com instituições públicas, privadas e entidades de classes e ampliando as discussões relativas ao segmento cultural, garantindo à comunidade o acesso à cultura de forma democrática. Tem como valores o compromisso com o desenvolvimento da cultura local e regional, a qualidade e humanização no atendimento e na execução das atividades e, valores éticos de respeito, seriedade e compromisso, além, de visão de futuro de ter eficiência na prestação de serviços e na promoção das atividades do calendário cultural garantindo o acesso à cultura no município.

Essa estratégia é capaz de oportunizar a inserção de jovens ao mercado de trabalho através da cultura, arte e da música. Desenvolver o calendário cultural e tradicional ao longo do ano, concebendo a diversidade cultural nas áreas da dança, artes plásticas, artesanato, musical, entre outros. A Secretaria de Cultura deve conduzir trabalhos de relevância sociocultural com destaque para a música regional, amazônica e brasileira, buscar o envolvimento da comunidade no direito a cultura como instrumento de inserção social e conhecimento e valorização das raízes e da identidade musical, proporcionado por ações estabelecidas no calendário municipal de tradições, eventos e datas comemorativas de amplo relevo na vida da comunidade. Fortalecimento do patrimônio cultural do município. Aproximar a Gestão Pública Municipal com os agentes construtores de cultura no âmbito público e privado.


A Secretaria de Turismo e seu papel social
Tem como missão oportunizar o desenvolvimento da atividade turística em Marabá, explorando o potencial e a demanda real do município, oferecendo a turistas, visitantes e residentes serviços seguros e saudáveis, promovendo bem estar e qualidade de vida da população.

E tem como visão ser uma secretaria comprometida com os anseios da sociedade, que valoriza os aspectos motivacionais ecologicamente corretos. Mas, nesta batalha de sonhos e anseios, de desenvolvimento e produção, estamos sem estratégias de enfrentamento, esse espaço encontra-se anêmico de políticas e uso de seus generosos recursos. A moda hoje em dia é falar da crise e da falta de recursos, mas acredito que falte boa vontade para utilizá-lo. Os anseios vão muito além da simples promoção turística, vão no sentido de revigorar todos os segmentos da felicidade que se pode proporcionar, desde o comércio local, da imprensa, da classe dos artistas e artesãos, de produtores agrícolas, promotores de eventos, gestão pública e etc., caso seja priorizada.

Fraquezas da cultura e do desenvolvimento turístico
Se não há integração entre os setores públicos, bem mais fácil de promover, o mesmo também não ocorre entre os setores público e privado. Os conselhos municipais ainda não conseguiram cobrar o cumprimento dos programas e planos municipais de cada setor.  No primeiro ano de gestão as coisas ocorrem com certa dificuldade, principalmente para gestores neófitos de outras pastas que assumem missões estratégicas em outras, como se um Almirante de Esquadra pudesse comandar uma batalha como um General do Exército. E isto leva um precioso tempo, que seria aproveitado se fosse por um general.

A fragilização da cultura é uma forma de desmerecer muitos feitos do passado, e muita gente ainda não conhece a origem e a história de Marabá. Os espaços públicos são lugares para reverenciar nossos heróis, pioneiros e outras personalidades e precisamos de espaços públicos para, também, promover inúmeros eventos que não podem ficar apenas numa localidade. As praças públicas há muito não recebem a visita da cultura popular e não foram pensadas como instrumentos turísticos, apenas como um lugar para circulação das pessoas, comércio informal e de alimentação popular.

Uma cultura enfraquecida se torna silenciada, impactando também no turismo, pastas importantes do setor produtivo. Se não anda, não vê e não realiza, inviabiliza toda a produção cultural que poderia ser de divulgação interna e externa com ganhos crescentes. Nossos monumentos não retratam a nossa cultura, fica difícil levar uma imagem que possa ser identificada como de Marabá. Nossa identidade cultural serviria muito bem para lembranças e etc. O que um visitante leva de uma cidade? As imagens mentais e outros objetos que sirvam de recordação. Mais, o que levar que possa retratar essa terra e a sua gente, sua cultura, seus monumentos?

Quais as razões para dissociar a cultura, o turismo e a sociedade? Talvez não existam razões, talvez tudo não passe de um aprendizado do almirante de esquadra para comandar uma batalha de campo, aprendizado demorado que será construído segundo uma excelente estratégia de guerra, neste caso, um planejamento municipal. Enquanto isso crescem as ilhas de trabalhos culturais que poderiam fazer parte do calendário oficial. Digo que muito se perde por falta de articulação e de um pequeno apoio. Há um projeto chamado “Rios de Encontros”, muito belo, mas isolado como uma ilha no Oceano Atlântico e existem outros que não conseguem sair de uma comunidade para abrilhantar outra. Qual o problema? Faltam parcerias e boa vontade. A cultura e o turismo precisam marcar um almoço de domingo, para um bom bate papo e começar uma conversa de futuro para ambos. Depois outro, e mais outro com os setores culturais, turísticos e empresariais. Convite aceito?

* Por Francisco Arnilson de Assis
Publicado em 25/07/2017 10:09h


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